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Ibogaína: o que é e efeitos colaterais do tratamento

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A ibogaína, um composto natural da planta Tabernanthe iboga, vem ganhando muita atenção por seus potenciais benefícios no tratamento de dependências e outros problemas de saúde mental. 

Segundo a psiquiatra Maria Célia, professora da UnB e orientadora do estudo realizado na universidade sobre a substância, foi visto que ela atua diretamente em circuitos neuronais específicos dos usuários, conseguindo reduzir os sintomas de abstinência e o comportamento compulsivo.

Diante disso, não é à toa que vem ganhando bastante destaque pelos usuários, funcionando para algumas pessoas como uma forma alternativa de tratamento.

No entanto, esse composto pode trazer diversos efeitos colaterais, esses que precisam ser citados e que podem fazer toda diferença na vida do paciente que faz o uso.

O que é ibogaína e como funciona?

A ibogaína é um composto natural extraído diretamente da planta Tabernanthe iboga, esse que atinge diretamente em sistemas neurotransmissores, conseguindo trazer sucintas reduções de alguns comportamentos.

Nos últimos tempos, essa substância vem despertado um interesse significativo nos últimos anos devido aos seus supostos efeitos terapêuticos, particularmente no tratamento de dependências e distúrbios de saúde mental.

O uso da substância pode acontecer de diversas formas, sendo utilizado aqui no Brasil de 3 formas principais:

  • Chá da raiz da planta: método tradicional, porém com sabor amargo e náuseas como efeitos colaterais;
  • Cápsulas: opção mais prática e com dosagem precisa, mas menos utilizada em rituais;
  • Extração em laboratório: processo complexo que pode resultar em concentrações variáveis de ibogaína.

O uso dessa substância pode variar a dosagem e forma de uso conforme cada paciente, sendo a partir disso avaliado a condição a ser tratada, forma de administração e quantidade a ser utilizada.

Lembrando que a ibogaína ainda não é um método de uso oficial, não devendo substituir o tratamento médico convencional e de reabilitação, principalmente para os pacientes que sofrem com a dependência química.

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Para que serve a Ibogaína?

A eficiência e possibilidades de uso da Ibogaína ainda é um objetivo de estudo em todo o mundo. 

Inclusive, em 2023, um estudo conduzido pelo programa de saúde mental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), tinha como intenção principal entender mais sobre os efeitos da substância. Ao todo, buscava-se 12 voluntários com diagnóstico de dependência.

Em estudos realizados inclusive aqui no Brasil pelas psiquiatras Maria Célia Vítor de Souza Brangioni e Deborah Thomaz Duarte, publicados na Congresso Internacional da Associação Brasileira Multidisciplinar de Estudos sobre Drogas (ABRAMD), foi visto que os efeitos são positivos para abstinência e comportamentos compulsivos.

Atualmente, ainda é crucial ter cautela sobre tal composto, pois a substância é controversa e a pesquisa sobre ela ainda está em andamento.

Alguns dos usos considerados potências desse composto, são:

  • Tratamento de dependência: Estudos preliminares sugerem que a ibogaína pode ajudar a reduzir sintomas de abstinência e desejos associados à dependência de drogas como cocaína, heroína e álcool. Uma pesquisa publicada pelo Journal of Psychopharmacology com o auxílio de 75 dependentes, mostrou que após 5 meses do tratamento, 61% permaneceram abstinentes;
  • Saúde mental: Há investigações iniciais sobre o uso da ibogaína em transtornos mentais como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). O mecanismo de ação nesse contexto ainda precisa de esclarecimento.

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Quais são os riscos da ibogaína?

Diversos estudos demonstram que o composto natural da planta Tabernanthe iboga pode apresentar um bom potencial terapêutico. No entanto, acredita-se também que existem diversos riscos associados ao seu uso e que precisam ser considerados.

Atualmente, a sua segurança e eficácia ainda é um objeto de estudo, sendo essencial mais estudos especialmente para um uso generalizado.

Dentre os principais efeitos colaterais que podemos citar, temos:

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Tontura;
  • Tremores;
  • Problemas cardíacos;
  • Psicose;
  • Alucinações e outros.

Além disso, esses riscos podem ser aumentados para algumas pessoas específicas, que devem ter um uso mais cuidadoso e restrito, como:

  • Pessoas com problemas cardíacos, hepáticos ou renais;
  • Gestantes ou lactantes;
  • Indivíduos em uso de outros medicamentos.

A Ibogaína apresenta riscos e benefícios que devem ser cuidadosamente ponderados antes de seu uso. A consulta médica é fundamental para avaliar a segurança e individualizar o tratamento.

Quanto tempo dura o efeito da ibogaína?

A duração do composto natural no corpo pode variar conforme cada organismo, estado do paciente ou até mesmo a forma de administração.

Após a ingestão, o tempo médio de duração segundo relatos de alguns usuários circula entre 6 a 12 horas para maioria dos casos.

Alguns sintomas iniciais experimentados por alguns pacientes como náuseas, vômitos, tontura, tremores, tem um tempo de duração menor, durando, conforme relatos, apenas algumas horas.

Além disso, mudanças de humor, insights, sensação de bem-estar podem durar dias ou semanas.

Por fim, ainda se faz necessário alguns outros estudos para que se obtenha resultados mais precisos e eficientes.

Veja também: A relação entre as psicopatologias e a dependência química

Vale a pena utilizar a ibogaína?

Segundo a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), após o Jornal UOL lhe procurar sobre esse tema, afirmou que são necessários mais estudos para assegurar a eficácia e a segurança da substância no tratamento da dependência química.

Além disso, de forma alguma esse composto natural pode ser substituído pelo tratamento medicinal comum como as clínicas de reabilitação, ambientes especializados no vício em drogas.

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