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Quem pode pedir a internação involuntária ?

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Quem pode pedir a internação involuntária? A internação involuntária é um procedimento em que a pessoa é internada em uma clínica de recuperação ou hospital psiquiátrico sem seu consentimento.

Essa medida é utilizada em casos específicos de dependência química, quando o indivíduo se torna uma ameaça à sua própria vida ou à sociedade. No entanto, existem algumas diretrizes que devem ser seguidas antes que a internação involuntária possa ser realizada.

Uma dúvida comum é sobre quem tem autoridade para solicitar a internação involuntária de um dependente químico. Para responder essa questão, é preciso observar as leis e as regulamentações específicas da legislação brasileira.

Neste texto, vamos abordar os principais pontos que devem ser considerados antes de solicitar a internação involuntária de um dependente químico. Leia conosco e saiba quem pode pedir a internação involuntária, vamos lá!

O que é internação involuntária?

A internação involuntária é um procedimento em que um dependente é internado em uma instituição de saúde sem o seu consentimento.

Essa medida é utilizada em alguns casos específicos, como quando o paciente está em situação de risco iminente para si mesmo ou para terceiros devido a problemas de saúde mental ou dependência química.

A internação involuntária é regulamentada pela Lei nº 10.216/01, que define os casos em que ela é permitida e as condições que devem ser observadas durante o processo. Para que seja realizada, é necessário que um médico ou psicólogo faça a avaliação do paciente e ateste a necessidade da internação.

Além disso, a internação deve ser formalmente autorizada por um juiz e deve ser realizada em uma instituição de saúde autorizada pelos órgãos competentes.

Trata-se de um procedimento delicado e controverso, pois envolve restrição de liberdade. No entanto, em alguns casos extremos, pode ser a única opção para garantir a segurança e a saúde do paciente e de outras pessoas envolvidas.

É importante lembrar que a internação involuntária não deve ser vista como uma punição, mas sim como um meio para garantir o bem-estar e a recuperação do paciente. Dessa forma, é fundamental que a internação seja acompanhada por um tratamento adequado e por profissionais qualificados.

Qual a diferença para internação compulsória?

A internação involuntária e a internação compulsória são duas formas de internação em clínicas de saúde mental que podem ser utilizadas em casos de transtornos mentais ou dependência química.

Apesar de parecerem semelhantes, existem algumas diferenças importantes entre as duas. Como já mencionado, a internação involuntária ocorre quando o paciente é internado sem o seu consentimento, mas com uma autorização de um responsável.

Isso pode ser feito em casos de risco de vida ou comprometimento da integridade física ou psicológica tanto do paciente como de terceiros.

Já a internação compulsória ocorre quando o indivíduo é internado de forma obrigatória e sem a necessidade de uma autorização prévia. Essa medida é tomada, por exemplo, em casos de determinação judicial, quando a pessoa representa um risco para a sociedade, ou quando é incapaz de tomar decisões por si só.

Outra diferença importante é a duração da internação. Na internação involuntária, o período máximo permitido é de 90 dias, enquanto na internação compulsória o período pode se estender além deste tempo.

É importante ressaltar que essas internações devem ser realizadas em clínicas especializadas com profissionais capacitados e com estrutura adequada para atender às necessidades dos pacientes.

No Brasil, a internação involuntária e compulsória são permitidas pela Lei 10.216/2001 (link inserido mais acima na matéria), mas devem seguir critérios rigorosos e serem realizadas por profissionais devidamente habilitados.

Importante lembrar que a escolha da internação deve ser sempre discutida entre o paciente e a equipe médica, buscando o bem-estar e a recuperação do paciente.

Quem pode pedir a internação involuntária ?

A internação involuntária é um procedimento que pode ser acionado por diferentes atores sociais, como familiares, responsáveis legais e profissionais de saúde.

No Brasil, além da Lei mencionada anteriormente, a legislação também fala sobre o assunto na Lei nº 13.840/2019, e ela define que a internação involuntária pode ser determinada por um médico especialista, após a realização de uma avaliação médica.

Sendo assim, qualquer pessoa que tenha relação com o dependente químico e se preocupe com a sua saúde e bem-estar pode iniciar o processo de internação involuntária.

Vale destacar que a decisão não pode ser tomada com base em suposições ou achismos, e sim por meio de laudos médicos e avaliações criteriosas. Além disso, o foco deve ser sempre o tratamento e a recuperação da pessoa, e não uma punição ou uma forma de controlá-la coercitivamente.

Internação involuntária é crime?

Como já mencionado, de acordo com a Lei nº 10.216/2001 (e também Lei nº 13.840/2019), a internação involuntária não é considerada crime.

Essa medida pode ser utilizada para garantir a proteção da saúde e da vida de pessoas que sofrem de transtornos mentais ou dependência química. A lei estabelece que a internação involuntária deve ser realizada em uma instituição de saúde capacitada e com acompanhamento médico adequado.

Além disso, é necessário que haja um relatório médico justificando a necessidade da internação. Dessa forma, a internação involuntária é um procedimento legal que visa garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes em questão.

Quanto tempo uma pessoa pode ficar internada involuntariamente?

O tempo de internação involuntária pode variar de acordo com a situação e o tratamento necessário para cada indivíduo. De acordo com a legislação, a internação involuntária pode durar no máximo 90 dias e é necessária uma autorização judicial para sua prorrogação.

Desde que a clínica ou hospital cumpra as determinações e garantias previstas em lei, a internação involuntária é uma ferramenta importante para ajudar indivíduos em situações graves de dependência química a iniciar o tratamento e recuperar suas vidas.

Durante o período de internação, o indivíduo pode ter acesso a tratamentos e terapias adequados à sua condição, o que pode ajudá-lo a superar a dependência e retornar ao convívio social de forma saudável e produtiva.

É importante lembrar que a internação involuntária deve ser extremamente respeitosa e que apenas deve ser usada em casos especiais e extremos, como risco à saúde e/ou vida do próprio dependente ou de terceiros.

Ela deve ser considerada apenas como o primeiro passo de um processo de recuperação mais longo e contínuo.

Vale a pena internar um dependente químico?

A internação de um dependente químico pode ser uma medida necessária para garantir a recuperação da pessoa. Vale lembrar que a dependência química é uma doença que pode ter graves consequências para a saúde física e mental do indivíduo, assim como para o seu relacionamento familiar e social.

Ao ser internado em uma clínica de recuperação, o dependente químico tem acesso a um ambiente seguro e dedicado exclusivamente à sua recuperação, além de um tratamento multidisciplinar, que pode incluir terapia individual e em grupo, atividades físicas e recreacionais e intervenções médicas quando necessárias.

Cada caso é único e deve ser avaliado individualmente. A internação involuntária deve ser considerada apenas em situações extremas, quando há risco iminente de morte ou de lesões graves para si mesmo ou para terceiros.

O importante é sempre buscar ajuda e orientação médica de profissionais especializados em dependência química para formular o melhor plano de tratamento para o dependente.

Qual o papel da família nesse processo?

A família tem um papel fundamental no processo de recuperação do dependente químico. Ela pode oferecer suporte emocional e financeiro, além de desempenhar um papel essencial na manutenção da sobriedade e na prevenção de recaídas.

Os familiares podem ajudar promovendo um ambiente saudável e acolhedor em casa, além de buscar informações e recursos para auxiliar no tratamento do dependente. Além disso, na grande maioria das vezes, são eles que solicitam a internação involuntária.

Portanto, caso tenha algum familiar que esteja perdendo parte de sua vida para as drogas, busque ajuda médica e converse com o adicto, buscando conscientizá-lo sobre a importância da internação em uma clínica de reabilitação. Até a próxima!

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