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TJ-SP condena Record a pagar indenização a um Dependente Químico.

TJ-SP condena Record a pagar indenização a um Dependente Químico que foi exposto durante edição do Balanço Geral. Sabia mais

A exposição de pessoas em situações desconfortáveis é um complicado, entretanto gera ibope e viraliza nas redes sociais, contudo o TJ-SP condena Record a pagar indenização a um dependente químico que foi exposto durante edição do Balanço Geral. A situação aconteceu no ano de 2014, mas viralizou na internet.

Eles estão conosco, à mão e são utilizados diariamente. Substituíram os computadores e tablets, em são ferramentas importantes de trabalho, educação e pesquisa.

Além do mais, os smartphones são a forma mais eficaz de registro de vídeo e fotografia moderna que temos hoje em dia.

Acidentes de trânsitos, brigas, catástrofes naturais, milagres da vida animal, paisagem belíssima, animais fofinhos, o crescimento das crianças e outras infinidades de “posts” que viralizam na internet e que tornam pessoas celebridades da noite para o dia.

Seja em forma de memes, de paródias, de acontecimentos trágicos ou de “vergonha alheia”, dependendo da quantidade de views e de likes ou deslikes você pode se tornar uma celebridade da internet, mesmo que seja por chacota ou por vergonha alheia.

E alguns programas de TV, estão de olho neste tipo de conteúdo consumido pelo público digital e estão trazendo para certo horários específicos locais. Pode até parecer tenso, mas é verdade. Especialmente em algumas emissoras de SP.

Existem programas que utilizam de situações inusitadas onde há ocorrências em que pessoas passam por esse tipo de constrangimento, e pessoas são expostas e inclusive entrevistadas durante abordagem policial.

Inclusive há repórteres que abusam do estado mental da pessoa, e ainda perguntam: “Faz uma dança aí pro povo brasileiro” incitando ainda mais a situação de vexatória.  

Abordagem um tanto quanto delicada

Um dos apresentadores do programa Balanço Geral fez uma abordagem um tanto quanto delicada. Na época, ano de 2014, conjuntamente com o repórter, ao vivo, ao perceber que o rapaz estava preso com a cabeça entre partes de um banco no bar, começaram a zombar do pobre homem.

O que eles não contavam era que o indivíduo em questão sofria de uma doença, o alcoolismo. E o que ambos estavam fazendo, em rede nacional, era expor o homem a uma situação vexatória.

Pois estavam zombando de uma pessoa em uma situação extremamente desconfortável, e demonstrando o lado da degradação humana.

Por meio da situação acima TJ-SP condena Record a pagar indenização a um dependente químico que foi exposto durante edição do Balanço Geral.

Posto isso, a abordagem um tanto quanto delicada fez com que o desembargador entendeu como maldade zombar de uma pessoa embriagada afirmando que isso não é de interesse público.

O que adentra em um aspecto um tanto o quanto interessante quando trazemos para o âmbito da saúde mental e de uma prática um tanto quanto comum atualmente e que repercute demais nas mídias sociais, o bullying.

Um significado forte mas que faz total sentido

Uma prática de atos violentos verbais e físicos repetitivos contra uma pessoa indefesa e que causam danos físicos e psicológicos, sendo um significado forte mas que faz total sentido.

Atualmente a internet, seja em várias redes sociais, existe um milhares de memes que surgem como atos de “zoeira” – mas que não deixam de ser a prática.

Sendo assim, independentemente das justificativas e das alegações da Record quando citam que, além de não saber que o indivíduo era alcoólatra e que tinham como interesse alertar a população para as consequências negativas do consumo excessivo de bebida alcoólica, realizaram mesmo que “acidentalmente”, a prática do bullying.

Entretanto, quando a reportagem foi ao ar, expôs a vida de uma pessoa, que sob efeito de álcool, e em situação de extrema dificuldades, foi vítima da prática. O que aumentou ainda mais a decisão do desembargador João Carlos Saletti quando TJ-SP condena Record a pagar indenização a um dependente químico que foi exposto durante edição do Balanço Geral.

Exposição de nossas vulnerabilidades

Quando passamos do ponto, seja no consumo de substâncias psicoativas lícitas ou ilícitas, estamos fazendo uma exposição de nossas vulnerabilidades. Sair fora de si e perder o controle, ou ter a falsa sensação de controle, faz com que nos tornemos frágeis perante pessoas e adversidades futuras.

Por isso, é importante salientar que é necessário viver uma vida livre das drogas, sejam elas o álcool, tabaco, sejam psicotrópicos ou até mesmo algumas das substâncias que sempre citamos em nossa página de BLOG.

Pois quando estamos fora de si, nunca sabemos as pessoas que estão ao nosso redor. Não sabemos se tem pessoas com caráter idôneo ao ponto de nos estender a mão, o de nos apontar e fazer a prática de uma abordagem um tanto delicada como foi feito com o indivíduo acima.

A exposição de nossas vulnerabilidades é deixar pessoas que não torcem por nós mais fortes. E dar a oportunidade às pessoas que possam tirar proveito da situação, fazê-las da maneira que bem entenderem.

Manter-se sóbrio é tão difícil quando se tem uma doença, ainda mais quando se trata de alcoolismo ou dependência química, por isso é importante tomar atitudes na vida em prol a recuperação.

Alcoolismo não é vexame, é doença

Desta forma, alcoolismo não é vexame, é doença e não pode ser visto pela sociedade como algo de chacota. Quando o TJ-SP condena Record a pagar indenização a um dependente químico que foi exposto durante edição do Balanço Geral, pelo desembargador, não foi somente pela exposição da pessoa, mas foi essa a mensagem principal.

Mas sim, porque se sabe que a abordagem dos profissionais de mídia foi um tanto quanto delicada perante a situação, e justamente a pessoa que estava incapaz de realizar qualquer tipo de defesa própria.

Principalmente pelo estado do indivíduo, em que houve abuso de substância e pela situação. Ao invés de compaixão, simplesmente houve a prática de bullying.

Por fim, salientamos que, existem situações constrangedoras de pessoas que estão em com o estado mental deturpado, mas ao invés disso olhar para essa situação e deixar “likes” ou comentários como “morri de rir” nas redes sociais, pense que as vezes a pessoa que você está vendo, passou por momentos tão difíceis que sequer se imagina. Se manter neutro, é a melhor opção.

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