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Comorbidades contribuem para o uso de drogas ?

Comorbidades contribuem para o uso de drogas, Ciclo vicioso entre comorbidade em dependência química, uma dança mortal. Saiba mais...

Existe uma relação forte entre pessoas que usam narcóticos e desenvolvem comorbidades e outras em que as comorbidades contribuem para o uso de drogas. Sendo assim, é interessante ressaltar nesta matéria do Encontre Clínicas que existem certas doenças mentais, onde incitam o processo de uso de drogas. E a melhor maneira de se realizar o tratamento é o diagnóstico, tratamento medicamentoso e se necessário intervenção em clínicas de recuperação.

Segundo a OPAS – WHO (Organização Mundial da Saúde) os transtornos mentais são uma combinação de pensamentos, percepções, emoções e um conjunto de comportamentos atípicos que por sua vez afetam diretamente a vida do indivíduo e a relação com as pessoas que o circundam e convivem.

São considerados os transtornos mentais a depressão, o transtorno afetivo bipolar, a esquizofrenia, outros que envolvam psicoses, demência, deficiência intelectual, transtornos de desenvolvimento e autismo.

Segundo a Organização Panamericana de Saúde, é imprescindível que os governos locais, gerem meios de facilitar o tratamento para pessoas que necessitem desse tipo de abordagem terapêutica, já que esse tipo de comorbidade influencia diretamente no modo de vida dos portadores das mesmas, dificultando o convívio social e incitando o indivíduo a atitudes incoerentes e que possam prejudicar sua vida de modo irreversível.

Conjuntamente existem pessoas que têm um risco maior de desenvolver esse tipo de transtorno, mas que estão ligadas a um conjunto de outros fatores como a genética, nutrição, infecções perinatais, exposição a perigos ambientais e outros. (Fonte: OPAS)

Além desta lista, existem outras comorbidades contribuem para o uso de drogas, como o transtorno de personalidade borderline, que será citado no posteriormente, mas que também é um agravante sério para que pessoas que tendem a consumir drogas, já que podem incitar pacientes a consumir-las por conta dos rápidos pensamentos e alterações de humor bruscas.

Ciclo vicioso entre comorbidade em dependência química, uma dança mortal

Já é sabido que o consumo de substâncias psicoativas pode alterar a química cerebral ao ponto de fazer com que a pessoa desenvolva outras doenças, entretanto o ciclo vicioso entre comorbidade e dependência química, uma dança mortal e que agrava ambos, pode ser mais prejudicial do que se imagina.

Pessoas que têm algum transtorno, podem utilizar das substâncias psicoativas como forma de fugir das sensações ruins que aquele transtorno causa para si mesmas. Por exemplo, assim como pessoas depressivas precisam de medicamentos prescritos por médicos para auxiliar o tratamento, existem drogas ilícitas que atuam em certas áreas do cérebro e que dão a falsa sensação de positividade, como a cocaína por exemplo.

Comorbidades contribuem para o uso de drogas como a depressão, especialmente fazendo com que o indivíduo recaia nas substâncias estimulantes como a cocaína, anfetamina e metanfetamina é um perigo para o paciente deprimido pois incita ainda mais o processo de uso. Caso a pessoa crie um apego ao crack, infelizmente é pior ainda.

É como um trem a vapor, a droga é a lenha que faz com que o trem siga desgovernado, e por sua vez, quando não se tem a substância, a comorbidade assume o papel da droga, deixando acelerar o trem. E esse ciclo fica sem fim, até acontecer uma tragédia, e o trem bater.

Transtorno Afetivo Bipolar e a contribuição para o uso de drogas

Se há um ciclo vicioso entre comorbidade e dependência química, uma dança mortal e que agrava ambos, imagine quando a questão é o transtorno afetivo bipolar e a contribuição para o uso de drogas. Para os muitos que são de primeira viagem, o transtorno bipolar é como uma depressão, porém ele tem fases diferenciadas, onde há euforia intensa, agitação, ansiedade, falta de sono que são caracterizadas por “mania”.

Por mais que a pessoa tenha momentos “down” ela também tem picos de extrema euforia e se sente o “rei do pedaço” – mesmo não sendo –  e isso pode fazer muito mal para o indivíduo. Acreditando que tudo vai dar certo e que está coberta de razão no que faz, entretanto, são pessoas que desafiam tudo e a todos nesta hora. Posto isso, podem encontrar nas substâncias psicoativas um refúgio para sensações e pensamentos rápidos que vinham à mente.

Em Temperamento Forte e Bipolaridade de Diogo Lara, uma literatura interessante sobre a questão da bipolaridade (dominando os altos e baixos do humor) o psiquiatra cita em partes da sua literatura que muitas pessoas com o espectro bipolar – sem diagnóstico – tem obsessividade com algumas questões como o corpo e beleza, distúrbios alimentares, hipocondria, fobia, tiques, abuso de substâncias e comportamento irresponsável ou de risco.

Deste modo a bipolaridade é uma das comorbidades que contribuem para o uso de drogas e que, assim como no exemplo do trem, também põe lenha na fogueira. Deixando-o majoritariamente desgovernado. Contudo esse comportamento de risco que os bipolares gostam, em especial os do tipo I é um perigoso. Pois infelizmente trazem consequências devastadoras em todos os aspectos para a vida dos mesmos.

Borderline, onde a instabilidade e o consumo alto de drogas

Se já é notório o ciclo vicioso entre comorbidade em dependência química, uma dança mortal que prejudica o indivíduo, imagine para pacientes borderline, onde a instabilidade  e o consumo alto de drogas pode variar rapidamente em decorrência do humor.

Pessoas com essa característica têm relações afetivas turbulentas e destrutivas tanto para si quanto para com os outros. Tudo é rápido e intenso, os comportamentos são viciantes e aditivos; em especial com sexo, drogas, jogos, compras, e pessoas. Pessoas com transtorno de personalidade borderline podem intuitivamente em picos de euforia ter um apego substancial com drogas, independentemente de depressões, estimulantes ou perturbadoras.

Mas no geral, tendem a repetir repetidas vezes, fazer o uso inconsequente das substâncias psicoativas. Marcelo Soares da Cruz, psicanalista e autor de uma pesquisa, diz que pessoas que são borderline são consideradas “mimadas, destrutivas e inconsequentes”. Embora sejam altamente difíceis de lidar, em tratamento conseguem lidar com suas emoções de maneira mais branda e apresentar um quadro de melhora.

Independentemente da comorbidade que incite o uso de droga, o que vale é o tratamento

Para que se tenha um final feliz em toda essa história, é que independentemente da comorbidade que incite o uso da droga, o que vale é o tratamento, o recurso terapêutico disponível para cessar esse processo e tirar um pouco de lenha da fogueira desse trem desgovernado. 

As comorbidades contribuem para o uso de drogas, assim como as drogas contribuem para o aparecimento de doenças mentais. É um jogo, uma dança em que a mente está no meio, mas que o indivíduo e suas relações interpessoais são as mais prejudicadas. Por isso, realizar um tratamento adequado para o paciente que está sofrendo de dependência química e dessas comorbidades é o principal objetivo do Encontre Clínicas. Estar nessa jornada de recuperação não é algo fácil e nem simples, mas é valioso e recompensador. Entre em contato conosco.

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